O
mercado de trabalho está cada vez mais aberto aos estagiários.
Mas conseguir uma vaga não é tão fácil como muitos imaginam.
Karen
Barbosa já distribuiu vários currículos. Ela vê no estágio
a chance de dar o pontapé na carreira. “A ansiedade vai
aumentando cada vez mais. Cada entrevista me deixa mais
ansiosa”, conta. A mãe aconselha a filha a procurar com calma
para fazer uma boa entrevista.
Já Gabriela Gini, estudante de
jornalismo, diz que sente falta de orientação. “Tive de
correr atrás mesmo sozinha sem a ajuda de ninguém”,
desabafa.
Neste caso, o melhor caminho é
procurar alguma agência como Centro de Integração
Empresa-Escola. Em Bauru, duzentos candidatos são convocados
para entrevistas diariamente. Indústria e prestação de serviços
são os segmentos que mais contratam. Os alunos vêm de áreas
como direito, administração e cursos técnicos.
Por mês empresas de 55 municípios
da região disponibilizam através da central aproximadamente
trinta vagas. 90% são preenchidas. André Luis Soares conseguiu
uma oportunidade. Ele faz o curso técnico de informática e
acaba de assinar contrato. “ Foi mais rápido do que eu
esperava. Fiz a prova e estou contente prefiro me fixar”,
conta.
Para conseguir um estágio é
preciso ter pelo menos 16 anos e cursar ensino médio ou ser
universitário. O estágio é uma atividade regulamentada sem vínculo
empregatício.
O estudante não tem direito a
benefícios como vale-alimentação, transporte e assistência médica.
Ele recebe uma bolsa-auxílio que pode variar de R$ 400 a R$
1000 e deve cumprir carga horária definida: no caso do ensino médio,
vinte horas semanais, e para os universitários quarenta.
Uma coisa que tem que ficar claro
é que estágio não é emprego. Ele não tem vínculo empregatício.
Ele não é um funcionário. É um estudante que está lá para
colaborar, agregar valor à empresa e poder aprender novas
atitudes para no futuro se tornar um profissional.